Fortalecimento do Mercado de Carbono pode gerar renda para os produtores rurais
06 de fevereiro de 2012
O presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Assuero Doca Veronez, afirmou, em Brasília, que o fortalecimento do mercado de carbono poderá aumentar a renda dos produtores rurais, condição fundamental para a manutenção da atividade agropecuária. Na abertura do seminário de Capacitação do Guia de Financiamento da Agricultura de Baixo Carbono, debate que é parte de um projeto desenvolvido pela CNA em parceria com a Embaixada Britânica, Veronez defendeu, ainda, o pagamento por serviços ambientais, assunto que, segundo ele, pouco avançou nas discussões do novo Código Florestal que será votado novamente na Câmara dos Deputados este ano.
O principal objetivo do seminário, que será realizado também
Para o presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da CNA, a adoção de práticas que permitam o aumento da produtividade com menor emissão de GEEs será possível com o novo Código Florestal, garantindo a regularização ambiental. Mesmo antes da votação final desse projeto, os produtores rurais têm contribuindo para a redução das emissões. Veronez lembrou que o desmatamento, apontado por especialistas como o grande responsável pela emissão de gases, atingiu a menor taxa anual em 23 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Essa queda contribui para que a meta assumida pelo Brasil na Conferência das Partes (COP) 15, de Copenhagen, na Dinamarca, de redução do desmatamento em 80%, até 2020, seja cumprida muito antes do previsto. “Esse esforço não tem sido reconhecido, mas temos que caminhar para nos adaptarmos aos novos tempos”, afirmou.
No seminário, o diretor de Agronegócio do Banco do Brasil, Clenio Severio Teribele, destacou o envolvimento da instituição com ações de sustentabilidade, afirmando que o Programa ABC será uma oportunidade para que o setor agropecuário mostrar seu compromisso com a preservação ambiental. Segundo ele, o banco liberou até agora, para o Programa ABC, R$ 250 milhões para 880 projetos. O representante do Ministério do Meio Ambiente, Luiz Antônio de Carvalho, disse que iniciativas como o Programa ABC podem fazer com que o produtor rural faça um planejamento da sua atividade para os próximos anos, além de ajudar o Brasil a ser um importante seqüestrador de carbono em nível mundial nos próximos anos.
Já a conselheira da Embaixada Britânica, Stephanie Al Qaq, enfatizou o papel do setor agropecuário brasileiro para superar o desafio da redução de emissão dos GEEs, não apenas para cumprir metas internacionais, mas também para garantir segurança alimentar. “O produtor rural brasileiro terá papel preponderante para assegurar o crescimento sustentável”, frisou. Ela informou que hoje há um fundo internacional do clima para financiar ações que tenham por objetivo a sustentabilidade. Neste fundo, destacou, há disponíveis 2,9 bilhões de libras esterlinas. Ela disse também que, para o Brasil, já foram liberadas 10 milhões de libras para projetos que visam à redução de emissão de GEEs, entre outras finalidades. Falou, ainda, das metas de redução de emissão do Reino Unido, de 34% para 2020, e de 80% até 2050.
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