Mercado do boi gordo segue em banho-maria; arroba vale R$ 302 em São Paulo, aponta a Scot Consultoria

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Enquanto a China não reabre o mercado para a proteína brasileira, as indústrias frigoríficas seguem cadenciando as suas compras de boiadas nas praças pecuárias do País.

Nesta terça-feira, 21 de setembro, o mercado brasileiro do boi gordo registrou mais um dia de baixa liquidez e de estabilidade nos preços da arroba na maioria das praças de comercialização, informam as consultorias do setor pecuário.

Todos os envolvidos na cadeia pecuária ainda aguardam um sinal positivo por parte do governo da China, que continua completamente fora das compras de carne bovina brasileira, depois que o próprio governo brasileiro suspendeu, temporariamente, os embarques ao país asiático (conforme estabelecido em acordo bilateral), após a confirmação da existência de dois casos atípicos de vaca louca no Brasil, no início de setembro.

Nas regiões paulistas, segundo levantamento da Scot Consultoria, as cotações do boi gordo permaneceram firmes nesta terça-feira, a R$ 302/@ (preço bruto e a prazo).

Estabilidade também nos preços da vaca e novilha prontas para abater, que seguem valendo R$ R$ 285/@ e R$ 299/@, respectivamente, em São Paulo.

Segundo a IHS Markit, muitas unidades brasileiras demonstram pouco apetite pelas compras, mas a pressão de baixa nos preços parece ter enfraquecido diante da baixa procura pela carne bovina, tanto no mercado interno quanto externo.

Entre as principais praças acompanhadas pela IHS Markit, destaque para firmeza dos preços da arroba nas praças da região Oeste do Mato Grosso (em Cáceres e Tangará da Serra), e também nas praças de Goiás.

“Algumas indústrias dessas regiões resolveram intensificar as compras de gado gordo visando cobrir alguns lacunas em suas programações de abate”, relata a IHS.

No MS, MG e RO, porém, a fraca procura pela boiada gorda ainda gera espaço para ajustes negativos nos preços, apesar da baixa incidência de negócios, acrescenta a consultoria.

Dados divulgados pelo boletim do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontam para uma queda semanal de 5,47% nos preços do boi gordo comercializado no Estado, para o valor médio de R$ 282,40/@.

Por sua vez, as cotações da vaca recuaram 4,92% no período de uma semana, no MT, para R$ 272,48/@, em média, informa o Imea.

No atacado, apesar da lentidão, as vendas da carne bovina ainda mostraram aparente consistência, o que conferiu suporte a manutenção dos preços dos principais cortes, informa a IHS.

A acomodação dos preços também deve-se à paralisação dos abates diários em algumas unidades frigorificas no Brasil, o que resulta numa oferta mais regulada da proteína e evita a formação de sobras e estoques expressivos, informa a consultoria.

Abates no MT – O volume de animais abatidos em agosto passado no Mato Grosso atingiu 449,37 mil cabeças, um aumento de 4,2% ante o mês anterior, mas decréscimo de 8,49% em relação ao volume obtido em igual mês de 2020 (491,04 mil cabeças), informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dado Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT).

“Para o próximo mês (setembro/21), a paralisação das exportações (para o mercado chinês) pode influenciar para uma redução no volume de animais encaminhados ao abate”, observa o Imea.

Cotações máximas desta terça-feira, 21 de setembro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:
boi a R$ 304/@ (prazo)
vaca a R$ 293/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 302/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 300/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 296/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 289/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 285/@ (à vista)
vaca a R$ 275/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 291/@ (prazo)
vaca R$ 279/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 300/@ (à vista)
vaca a R$ 286/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 302/@ (prazo)
vaca a R$ 286/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 288/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 284/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 285/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 283/@ (prazo)
vaca a R$ 275/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 274/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 295/@ (prazo)
vaca a R$ 283/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 288/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)
Por Denis Cardoso

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