Nelore selecionado a quatro mãos

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Irmãos Márcio e Kito de Rezende Andrade tornaram-se referência na seleção da raça em região com um dos maiores rebanhos de corte do Brasil.

Por Larissa Vieira

Foi no cerrado do Mato Grosso do Sul, mais exatamente no município de Caarapó, que nasceu um dos grandes raçadores da história do Nelore: Bitelo da SS. Era o ano de 1995 e o bezerro logo chamou a atenção do criador Márcio de Rezende Andrade, fundador do criatório Nelore MRA. O olho treinado do selecionador foi certeiro. Bitelo, filho do famoso touro Ludy de Garça na vaca Tarefa da SS, sagrou-se campeão nas pistas de julgamento e no mercado de genética, sendo um dos touros mais usados no rebanho nacional.

“Até hoje, ele está entre os maiores recordistas do ranking da ACNB (Associação dos Criadores de Nelore do Brasil). Ganhou nove vezes o título de Melhor Reprodutor do ranking. Bitelo é crioulo do Nelore MRA e bisneto de uma fêmea Nelore Kito, ou seja, foi feito a partir da genética selecionada pela família”, lembra Andrade.

Essa é uma história de seleção que Márcio, de 81 anos, vem construindo a quatro mãos. Ao longo dos últimos 50 anos, trabalhou, e ainda trabalha, em conjunto com o irmão Marcos de Rezende Andrade (o Kito), de 76 anos. Apesar de serem dois criatórios independentes, localizados em Terenos (MS) – o Nelore MRA (Fazenda Paraíso) e o Nelore Kito (Fazenda Santa Helena) –, dividem o mesmo escritório, as mesmas convicções em relação aos rumos de seleção da raça e aos negócios. Compartilham as experiências na seleção de Nelore tomando um tereré para refrescar do calor mato-grossense.

Agora, contam com mais braços para essa tarefa: o administrador de empresas e advogado Ricardo (filho de Kito), o agrônomo Caio e o zootecnista José Márcio Resende Andrade (netos de Márcio).

“Meu bisavô Alceu Vilela de Andrade foi quem começou a atuar na pecuária de corte. Ele teve fazendas em Minas Gerais, São Paulo e depois mudou-se para o Mato Grosso do Sul, onde trabalhava com cria, recria e engorda. Como na década de 1970 havia dificuldade de encontrar touros para usar na vacada comercial, meu avô Márcio e meu tio Kito decidiram produzir seus próprios reprodutores. O negócio foi crescendo e eles optaram por aumentar o rebanho puro, passando a vender touros”, explica o neto José Márcio de Andrade Resende, quarta geração dos Rezende Andrade.

Por portal DBO

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