Boi gordo: pressão baixista se intensifica e cotação em São Paulo gira em torno de R$ 290/@

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Os preços da vaca e da novilha prontas para o abate registram baixas diárias ainda mais acentuadas no mercado paulista, fechando o dia cotadas a R$ 272/@ e R$ 287/@, segundo a Scot Consultoria.

Nesta terça-feira, 5 de outubro, o preço do boi gordo recuou mais R$ 3/@ no mercado paulista, para R$ 290/@ (valor bruto e a prazo), segundo informa a Scot Consultoria.

As cotações da vaca e da novilha prontas para abater registraram quedas diárias ainda mais acentuadas, de R$ 5/@ e R$ 6/@, respectivamente, fechando o dia a R$ 272/@ e R$ 287/@ (preços bruto e a prazo).

“O mercado interno de carne bovina está com dificuldade em ganhar ritmo, mesmo com a proximidade do recebimento dos salários, que normalmente estimula o consumo”, observa a consultoria.

“Sem China, é isso aí”, acrescenta a Scot, referindo-se à ausência dos compradores asiáticos, que não importam a carne bovina brasileira desde o dia 4 de setembro, quando foi confirmado a presença de dois casos atípicos de “vaca louca” no País (em Minas Gerais e no Mato Grosso).

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Segundo a consultoria, em São Paulo, as programações de abate atendem sete dias, em média.

“Importante ressaltar que o volume de animais abatidos por dia caiu, há frigoríficos pulando dias de abate e, com isso, a pressão de baixa vem se intensificando”, relata a Scot.

Dados apurados pela Agrifatto mostram que o preço da arroba do boi gordo em São Paulo já acumula queda de 4% neste mês de setembro, atingindo o menor valor mensal dos últimos sete meses.

“No estado de São Paulo, o animal terminado fechou a semana passada com o valor médio de R$ 295,56/@, retraindo 1,44% no comparativo semanal e chegando a menor média semanal desde a terceira semana de janeiro/21”, informa a Agrifatto.

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Segundo a consultoria, a última semana de set/21 foi marcada por fortes pressões baixistas no mercado, causada principalmente pelo anúncio de férias coletivas em plantas frigoríficas por várias regiões do Brasil, onde estes deixariam de comprar animais e ficariam fora do mercado por cerca de um mês.

“Essa movimentação foi constatada nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás e São Paulo”, relata a Agrifatto.

Levantamento da IHS Markit também apontou um mercado do boi gordo bastante fragilizado, com muitas indústrias fora do comércio diário de boiadas.

“Grande parte das unidades brasileiras ainda estão fora das compras de gado, aguardando algum aceno por parte da China”, ressalta a IHS, completando que a procura por animais terminados continua muito baixa, o que ajuda a sustentar a pressão baixista nos preços da arroba. “As unidades exportadoras estão paradas e não chegam a sinalizar referência para os preços da arroba”, relata a IHS.

No Mato Grosso, diz a consultoria, há unidades que atendem especificamente o mercado chinês e que, no momento, estão fora das compras de gado e inoperantes nos abates.

Nas praças do Mato Grosso do Sul e de Goiás, algumas plantas frigoríficas só devem voltar às compras depois do feriado da próxima semana, informa a IHS.

Entre as praças do Norte e Nordeste do país, os negócios são pontuais e envolvem lotes pequenos, apenas para cobrir algumas lacunas na escala de abate.

Na bolsa B3, os preços dos contratos futuros do boi gordo continuam fragilizados em função das incertezas que assolam o mercado.

Novos movimentos de liquidação de posições ainda são observados, tanto em função de preocupações com a ausência de compras da proteína brasileira pela China, como pela lentidão das vendas no mercado interno.

Todas as posições de 2021 estão operando abaixo de R$290/@, informa a IHS.

No atacado, os preços dos principais cortes bovinos, assim como do sebo e couro industrial, continuaram estáveis nesta terça-feira.

O fluxo das comercializações ainda é inconsistente, mas suficiente para manutenção dos patamares atuais de preços.

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A valorização das carnes concorrentes (frango e suína) e a ausência de excedentes de oferta têm dado suporte para essa estabilidade nas cotações da proteína bovina, avalia a IHS.

Cotações máximas desta terça-feira, 5 de outubro, segundo dados da IHS Markit:

SP-Noroeste:
boi a R$ 288/@ (prazo)
vaca a R$ 278/@ (prazo)
MS-Dourados:
boi a R$ 284/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
MS-C.Grande:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
MS-Três Lagoas:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 272/@ (prazo)
MT-Cáceres:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
MT-Tangará:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
MT-B. Garças:
boi a R$ 276/@ (prazo)
vaca a R$ 268/@ (prazo)
MT-Cuiabá:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)
MT-Colíder:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 269/@ (à vista)
GO-Goiânia:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca R$ 271/@ (prazo)
GO-Sul:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
PR-Maringá:
boi a R$ 291/@ (à vista)
vaca a R$ 276/@ (à vista)
MG-Triângulo:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 271/@ (prazo)
MG-B.H.:
boi a R$ 286/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
BA-F. Santana:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 281/@ (à vista)
RS-Porto Alegre:
boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
RS-Fronteira:
boi a R$ 303/@ (à vista)
vaca a R$ 285/@ (à vista)
PA-Marabá:
boi a R$ 278/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)
PA-Redenção:
boi a R$ 281/@ (prazo)
vaca a R$ 276/@ (prazo)
PA-Paragominas:
boi a R$ 287/@ (prazo)
vaca a R$ 279/@ (prazo)
TO-Araguaína:
boi a R$ 279/@ (prazo)
vaca a R$ 273/@ (prazo)
TO-Gurupi:
boi a R$ 276/@ (à vista)
vaca a R$ 271/@ (à vista)
RO-Cacoal:
boi a R$ 278/@ (à vista)
vaca a R$ 266/@ (à vista)
RJ-Campos:
boi a R$ 293/@ (prazo)
vaca a R$ 281/@ (prazo)
MA-Açailândia:
boi a R$ 286/@ (à vista)
vaca a R$ 265/@ (à vista)
Por Denis Cardoso

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